
- Vamos dançar?
- Qual música eu boto?
- A nossa...
Então a moça, de sorriso radiante, de feições angelicais, com o verde da flora nos olhos, e com a misteriosa noite escura nos cabelos, se utiliza de seu delicado toque, para selecionar a música na vitrola ao canto do salão. "Como seu dedo é macio" pensaria a vitrola. Esta máquina já viu tantos corações baterem ao ritmo ditado por ela, tantos pés quase que se automatizarem diante da melodia emitida por ela, tantos casais tornarem-se um só ao som da dança. Moças bonitas, apaixonadas por seus companheiros, chegam, escolhem a música, dançam, e vão embora... esquecendo que foi a vitrola que proporcionou momento tão mágico. Todas amam. Mas quem ama a vitrola? Pobres vitrolas que vivem a cantar o amor dos outros, mas não tem o direito de serem amadas...
Poha, tu és foda!
ResponderExcluirSe aos menos as vitrolas pudessem sonhar, não é? Talvez elas até encontrassem os amores que nunca tiveram.
ResponderExcluirAcho que, afinal, você está certo. Deus sabe o que faz, nós que não sabemos o que dizemos. Amar as vezes dói tanto, né? E nós até chegamos a fazer queixas. Mas basta pensar nas vitrolas pra perceber que a dor maior é daqueles que não conhecem o amor.
Que bom que você está de volta primo meu.
Faça das palavras de Mário as minhas - apenas de forma mais sutil. =P
Grande beijo. Dessa vez um beijo com saudade :)